O Lobo da Estepe dança Foxtrote
 

Rodrigo Silva
cornerbh@zipmail.com.br
Depto. de História - USP
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 “O vento, perpassando pelo salão, agitava as cortinas, de um lado e de outro, como pálidas bandeiras, erguendo-as para o teto cremoso como um bolo de casamento, ou fazendo-as ondular sobre o tapete cor de vinho, formando uma sombra sobre o mesmo, como o vento faz sobre o mar.

O único objeto completamente móvel no salão era um enorme divã, sobre o qual duas jovens mulheres flutuavam como se estivessem em um balão ancorado. Trajavam ambas de branco, e seus vestidos ondulavam e adejavam como se elas tivessem acabado de pousar ali, após um breve vôo em torno da casa.”

As duas figuras descritas neste fragmento do Grande Gatsby, livro de 1925, são Daisy Buchanan e Jordan Baker. A visão de Nick, ou ainda de seu criador, Francis Scott Fitzgerald, vai muito além da imagem de duas mulheres, muito além do ambiente agradável da sala, efetivamente o que desnuda é o clima dos anos 20.

Fitzgerald se tornou, graças não só a este livro mas também à “Suave é a noite”, o porta voz de uma época, mais ainda, das relações humanas e de visões de mundo que se assentou sobre toda uma classe. A amenidade das relações, ou ainda a superficialidade, é uma constante, o brilho da sala, a ondulação da cortina e dos vestidos, a cor da parede, tudo é leveza. O gosto pelo branco e pelas cores claras é uma constante no momento, tudo tem que ser claro, luminoso. Entretanto algo havia mudado, o mundo não era mais o mesmo desde a Primeira Guerra Mundial, a inocência perdida deu lugar a um peso, ou mais, uma profunda desilusão que marcou toda uma geração de escritores: a “Geração Perdida”. A “Belle Époque” havia terminado sob as bombas do primeiro conflito mundial generalizado, agora as baixas podiam ser contadas aos milhões: 1.800.000 alemães, 2.500.000 russos, 1.400.000 franceses, 1.300.000 austro-húngaros, 1.000.000 ingleses. O conflito causou uma redução tão violenta na população masculina que durante a guerra as mulheres tiveram que ocupar espaços anteriormente masculinos, posteriormente os efeitos foram ainda mais profundos. Muito da emancipação feminina nasceu da grande falta de homens, assim quem podia ir para as fábricas e se tornar o chefe da família deveria consequentemente ter os mesmos direitos. As alegres moçoilas da década seguinte dificilmente seriam as mesmas e com tanta liberdade em outro contexto.

Entre outras conseqüências da Primeira Guerra Mundial surge os Estados Unidos como nova potência global; favorecido pelo distanciamento geográfico do conflito e pelo endividamento europeu, os EUA se enriquece e ao final do conflito detém mais da metade das reservas mundiais de ouro. É neste país que surge a “Geração Perdida” de Fitzgerald.

Constantemente afundados no álcool, dispersos na Europa, longe de seu país e alguns influenciados pelo socialismo, esses “sad young mans” vão se tornar um registro importante dos Estados Unidos entre guerras. Além de Fitzgerald, apenas como lembrança, participam desta geração Hemingway, J. dos Passos, E. E. Cummings e A. MacLeish.

O mundo de Gatsby é extremamente significativo para o entendimento dos Anos 20, suas relações são extremamente superficiais, ao encontrar com alguém em uma de suas incontáveis festas era comum se perguntar: Quem é esta pessoa? Enquanto isso uma orquestra não para de tocar, pode ser Jazz, Fox, One-step (sobre este ritmo é curioso notar que a marcha carnavalesca “Teu cabelo não nega!” de Lamartine Babo foi apresentada no carnaval carioca do início dos anos 30 como uma marcha One-step), Boston ou qualquer um destes ritmos que os embalavam, a bebida corria farta e as figuras se espalhavam pela casa sem nenhuma restrição. Na porta do casarão de gramado aparado os “coupés” se amontoam indicando que as visitas não são “qualquer visita” e o garçom não dá conta de distribuir os “mint juleps”, bebida preparada com uísque ou conhaque, gelo, açúcar e aromatizado com hortelã. Todos riem e pouco se conhecem, também para que se conhecer?
Contudo a irresponsabilidade que paira no ar esconde algo, toda essa alegria e leveza se forma sobre um panorama complexo nascido uma década atrás, pelo menos, e que só terá seu desfecho duas décadas depois. Toda essa alegria foi muito mais fuga da realidade do que um ato consciente, Gatsby não é feliz, Daisy não é feliz, Nick não é feliz, e este é o fim da história, toda a liberdade e irreverência se dá sob o pano da tristeza e, mais do que isto, da frustração. Em outro belo exemplo desta geração, “O sol também se levanta” de Hemingway, encontramos novamente esta sombra que paira sobre as pessoas: é absolutamente incrível a capacidade que as personagens possuem de se machucar, as frustrações se reproduzem em uma velocidade alucinante e mesmo assim eles continuam a buscá-las.

Os “alegres anos 20” apresentam uma liberdade inédita até então, a repressão desencadeada com a Lei Seca de 1919 se contrapõe a tudo isso e acaba por favorecer o aparecimento do contrabando e do gangsterismo nos EUA. Curiosamente também favorece o racismo, a xenofobia, o anti-socialismo e o anti-semitismo contra o qual irão lutar anos depois. Nos Estados Unidos deste período pouco se pode aferir do discurso que declamarão posteriormente.

Aqui é necessário abrirmos um parêntese: De forma equivocada, ou ainda em um processo de acobertamento, se associou estes movimentos aos países derrotados na Segunda Guerra Mundial mas o nacionalismo, o extremismo, o anti-semitismo e a xenofobia não são privilégios nacionais, hoje é ponto pacífico a constatação da colaboração de milhares de franceses antes e durante a ocupação alemã. Muito se fez principalmente na França para manter a imagem da “plena resistência”, mesmo parte da intelectualidade se manteve distante das questões que envolviam o inimigo e o desaparecimento de judeus franceses. Já na primeira guerra o “furor patriótico” impulsionava não só alemães mas também os franceses personificados na figura do “poilu”, o bravo. Outro exemplo notável é o já referido livro de Hemingway onde o ódio ao “judeu” se dissemina e penetra em cada página, todos os personagens possuem algum aspecto repugnante de sua personalidade, com a exceção de Cohn que é repugnante o tempo todo. Ao mesmo tempo não deixa de despertar dó dos demais personagens, enfim é um “judeu” tão repugnante que chega a inspirar pena.

É neste ambiente que a “geração perdida” proclamará o fim do “sonho americano”, subcutâneamente a alegria dos bailes e dos sorrisos amenos escondem uma realidade pouco acolhedora e prenuncia dias difíceis, não tardará para que estes cheguem.

Do outro lado do Atlântico encontramos outra face deste momento nos livros de Hermann Hesse e Erich Maria Remarque. Hesse escreve “O Lobo da estepe” em 1929 e Remarque “Nada de novo no front” em 1928. O que liga estes autores além do fato de serem ambos alemães? De fato os temas dos dois livros são díspares na sua superfície, o contrário se dará em um detalhe que aqui nos interessará.
 

“O lobo da estepe” é um livro denso que não se limita como Gatsby a descrever o clima alemão dos anos 20, ele o contrapõe aos anseios e à tortura incessante de Harry Haller, o personagem título. A tortura do Lobo nasce do fato de ser uma contradição viva, um ser ou milhares de seres que estão em desacordo com o mundo, alguns desenvolvidos, outros atrofiados, ao mesmo tempo que odeia o ser humano pelo que é, bem como a burguesia, os admira profundamente, lhe dá uma sensação de aconchego ao mesmo tempo em que lhe provoca crises intermináveis de consciência. Mesmo a morte não lhe parece a solução perfeita. É neste momento que lhe aparece uma moça, ou melhor, é o Lobo que tropeça nela: branca, esguia, de face andrógina, fisicamente uma típica mulher dos anos 20. Contrariando o que se espera Hermínia não é vazia, vive das amenidades e das festas porém não é a sua personificação, é a versão feminina do Lobo.

O mundo que ela apresenta a Harry lhe é estranho, é povoado por figuras despreocupadas e que tem dele, um intelectual controvertido, uma profunda pena pois não sabe viver de forma leve, não sabe sorrir. A liberdade sexual que ganha dimensão nas décadas de 60 e 70 já havia mostrado sua face nestes anos: “Outras, e Maria era uma delas, eram extraordinariamente dotadas para o amor e incapazes de passar sem ele; a maioria era também experiente no amor com ambos os sexos. Viviam exclusivamente para o amor e, juntamente com o amante oficial que as mantinha, quase sempre deixavam florescer outros amores.” “E logo quando comecei a demonstrar bom humor, propôs-nos, com um olhar muito brilhante, que celebrássemos uma orgia amorosa a três.....Pablo estava desapontado com a minha recusa embora não ofendido.....Quando comecei a sentir-me mal, Pablo estendeu-me na cama, deu-me umas gotas de um remédio, e quando cerrei por uns instantes os olhos, senti nas pálpebras uns beijos suaves e delicados. Aceitei-os crendo que me viessem de Maria, mas comprovei que vinham dele.”

A liberdade de Maria, Hermínia e Pablo são exemplo das relações que se mantinham acerca do amor e do sexo, contudo não significa obviamente que fosse uma prática generalizada, ainda hoje não o é, mas uma atitude comum entre as figuras de um determinado grupo e sobretudo entre artistas como Pablo ou moças como Hermínia e Maria que, lembremos antes que delas se faça juízo, não eram essencialmente prostitutas ou cafetinas. Estranhamente há uma contradição, ao mesmo tempo em que admitem que esta vida lhas proporciona conforto incomparável não estão disponíveis para qualquer um, é como se elas escolhessem de que irão ganhar dinheiro, o próprio Harry é um exemplo.

A insistência de Hermínia para que Harry aprendesse o Foxtrote, dança originária dos EUA em 4/4 e caracterizada por seus passos rápidos e ritmados, é mais do que apenas uma tentativa de sociabilizar o Lobo da estepe é inseri-lo no mundo destoante das pequenas felicidades, um mundo que ignora o crescimento do radicalismo e do nacionalismo nos discursos e nos jornais, que ignora ou faz questão de ignorar a crise e a intolerância. Da mesma forma essa classe destoa do operariado e dos camponeses continuamente explorados, a este não veio a “era do Jazz”.

A Primeira Guerra Mundial havia de certa forma acabado com as ilusões de toda uma geração, jamais havia se visto um morticínio tão grande, a velha guerra havia dado seu último suspiro. Os cavalos e os soldados com seus uniformes cheios de plumas tiveram que definitivamente dar lugar aos tanques e ao verde ou cinza das fardas, o cavalheirismo e a compaixão começavam a declinar, o importante é viver, mais importante ainda é sobreviver. Com o fim do conflito em 1918 os sobreviventes, Gatsby e Nick entre eles, retornam para seus lares e o mundo não é o mesmo, eles próprios já são outros, e muito da irresponsabilidade é proveniente daí, não somente, mas as convicções e a fé no “american way of life” já não são tão fortes.

Efetivamente não há uma forma correta de se dar cabo a um conflito mas com certeza há formas erradas: impondo tratados que espoliem os vencidos, que humilhem seus povos e que não aplaquem os ânimos. O final da Primeira Guerra soma estes fatores, o clima de animosidade é tão forte, é tão presente que tanto na obra de Hesse quanto na de Remarque o cheiro de pólvora permanece no ar. Remarque se une a Hesse ao levantar a bandeira anti-belicista, ele próprio é um veterano da guerra, aos vinte anos foi enviado ao front, seu personagem quase autobiográfico Paul é enfático ao dizer: “Venho manifestando já por vezes minha opinião de que cada povo e até cada indivíduo, em vez de sonhar com falsas “responsabilidades” políticas, deveria refletir a fundo sobre a parte da culpa que lhe cabe da guerra e de outras misérias humanas, quer por sua atuação, por sua omissão ou por seus maus costumes; este seria provavelmente o único meio de se evitar a próxima guerra. E por isso, não me perdoam, pois se julgam todos, sem dúvida inocentes: O Kaiser, os generais, os grandes industriais, os políticos, os jornalistas....nenhum deles tem absolutamente nada de que recriminar-se, ninguém tem culpa alguma! Poder-se-ia até pensar que tudo foi melhor assim para o mundo, embora alguns milhões de mortos estejam debaixo da terra. E saiba, Hermínia, embora esses artigos ignominiosos não me possam atingir, às vezes me entristecem. Dois terços da gente de meu país lêem esta espécie de jornal; lêem de manhã e à noite coisas escritas neste tom, são trabalhados permanentemente, incitados, açulados; semeia-se neles o descontentamento e a maldade, e a meta final de tudo isto é outra vez a guerra, a próxima guerra, que já está chegando e que sem dúvida alguma será muito mais horrenda do que a última.”

O Lobo, ou Hesse, tinha razão, não demorará para que fique claro que mais uma guerra está próxima, uma grande animosidade fermenta neste momento. Enquanto isso Gatsby continua a oferecer suas festas, não está só, a indiferença só se dissipará quando a crise for tão assustadora que em nenhuma parte se poderá ficar alheio a ela.

O “crack” da Bolsa de Nova Iorque em 1929 vai ser como um banho de gelo em todos, até mesmo nos “gatsbys”. As causas da crise são diversas: as finanças internacionais combalidas desde a Primeira Guerra Mundial, o aumento da produtividade que esta promoveu sem que houvesse aumento da demanda, o desequilíbrio entre agricultura e indústria e a perda do poder aquisitivo dos trabalhadores culminou com o aumento do preço das ações no final da década e sua posterior queda vertiginosa. A depressão havia chegado e não só para os EUA, todas as regiões do globo seriam afetadas em maior ou menor grau e as conseqüências são conhecidas: desemprego, miséria, fome, inflação descontrolada e o conseguinte fortalecimento das doutrinas extremistas.

Embora o livro de Hesse tenha por objetivo a análise psicológica de um homem de 50 anos acuado pelo mundo e pela natureza humana, sobretudo suas falhas, é a percepção de uma realidade difícil e de uma Alemanha que se prepara para uma revanche que o une aqui a Remarque. “Nada de novo no front”, é claro, não retrata os anos 20 e sim os horrores da guerra, mas será que Remarque fala somente sobre guerra? A condição de testemunha ocular e hábil observador o leva além da simples narrativa, se depreende de seu texto a mesma tensão de “O Lobo”. Fitzgerald entra neste caldo como a contrapartida do outro lado do Atlântico, o antagonismo dos mundos é menor olhando de perto do que se poderia imaginar, o extremismo também cresce na terra de “Gatsby”, nem tudo é feito de jazz e finais de tarde ensolarados nos EUA. A dificuldade cresce tanto na Europa quanto na América, a mistura de extremismo e liberdade, do crescimento da responsabilidade coletiva com a irresponsabilidade individual, da crise de muitos com a prosperidade de poucos e da alegria com o desencanto terá um grave desfecho.

Definitivamente o Foxtrote não tirou a razão do Lobo.
 

Bibliografia Comentada

A construção do texto açambarcou dois grupos de obras: as literárias e as de cunho histórico – acadêmicas. Neste primeiro grupo temos livros que podem ser encontrados em diversas edições de várias editoras, são eles: O sol também se levanta de Ernest Hemingway, O Grande Gatsby de Francis Scott Fitzgerald, Nada de novo no front de Enrich Maria Remarque e O Lobo da estepe de Hermann Hesse. Outros livros que abordam o período poderiam ser incluídos, sobretudo os de John Roderigo dos Passos que possui uma bela obra sobre o mesmo, destaquemos apenas como sugestão 1919 que com um estilo original mistura narração com “flashes” construídos de notícias de jornais e rádios, campanhas publicitárias e letras de músicas. Tudo isso se junta para contar a história de vários personagens do momento, suas aflições, e etc. Os livros de Fitzgerald e Remarque dispensam comentários mais extensos, são os livros mais famosos de ambos, brilhantes, cada qual com seu estilo mais incrivelmente valioso para uma visão panorâmica dos anos 20 americanos, no caso de Gatsby, e da 1a Guerra do lado de dentro das trincheiras alemãs no caso de Nada de novo no front. Leitura obrigatória.

O Lobo da estepe por sua vez é um clássico, entretanto por vezes mal compreendido. Muito já se falou na inspiração que o movimento da “nova era” buscou no livro, na minha humilde opinião é uma bobagem, a riqueza de Hesse é muito maior do que os supostos pacifistas de carteirinha, adeptos de terapias alternativas e afins. Sua obra profunda e carregada de significados continua a fundir a cuca de muita gente, por isso mesmo é genial. A análise da alma humana que faz é preciosa, vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões.

O sol também se levanta de Hemingway é uma obra menos conhecida do que O velho e o mar ou ainda Por quem os sinos dobram, contudo não é uma obra desconhecida. A história dos jovens refugiados em Paris que decidem ir ver as touradas na Espanha é o pano de fundo ideal para a auto flagelação que se impõem, um livro agradabilíssimo e revoltante ao mesmo tempo. Constantemente embriagados, tristes, desiludidos, é como se o grupo retratado no livro fosse uma metáfora da própria “geração perdida”.

No segundo grupo de livros empregados encontramos História da vida privada volume IV, A primeira guerra mundial de Austin Wernet e o Atlas da História do Mundo do The Times. A História da vida privada (Companhia das Letras) que tranqüilamente poderia receber o complemento “na França” ainda assim guarda informações preciosas. Bíblia da micro história, da história do cotidiano o livro composto por trabalhos de diversos autores adota uma linha extremamente perigosa de misturar psicologia em doses pesadas no estudo, mesmo assim não chega a ser uma tragédia. Um livro bom que aborda aspectos particulares e antes negligenciados pelas grandes correntes historiográficas, assim a vida particular das pessoas toma importância na construção do conhecimento histórico, entretanto não podemos deixar de levar pela falsa ilusão de que no detalhe, na alcova se revelará a essência do processo histórico. Uma boa fonte de consultas, ferramenta importante mas deve ser usada com parcimônia. A primeira guerra mundial (Contexto) do Prof. Wernet representa exemplarmente a ausência de uma bibliografia mais extensa sobre o assunto em língua portuguesa e mesmo em inglês. Ao que nos parece o período ainda é pouco estudado tanto aqui quanto no exterior, talvez pela incrível tendência dos historiadores de se deixarem levar por modismos. Um livro para-didático mas bastante útil, sobretudo para se ter uma idéia panorâmica da guerra, ou seja: antecedentes, causas imediatas, desenrolar, término e conseqüências. Escrito em uma linguagem de fácil assimilação e até bastante agradável.

Por fim o Atlas (Folha da Manhã) é uma ferramenta extremamente útil no fornecimento de dados bastante objetivos: datas de eventos, tabelas demográficas, tabelas de economia, deslocamento de tropas e populações, etc. Neste fato está inserido seu valor: a concisão. Utilizado como apoio pode ser bastante útil.