Aspectos da fase sanatorial em São José dos Campos (1930-1950)

Tobias Vilhena de Moraes
Quarto Ano - História/PUC-SP
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Apresentação

Como parte do curso de Pesquisa Histórica da PUC-SP ministrado pelas Profas Dras Rosa Kulcsar e Maria do Rosário apresento aqui a Segunda etapa do meu projeto de pesquisa.

Neste artigo procuro destacar os rumos traçados até o momento em minha pesquisa –em vista das críticas e orientações da professora Rosa, os livros adotados e as discussões realizadas em sala de aula- seguindo o seguinte esquema de trabalho: introdução, objetivos e situação da pesquisa e análise da fontes.

Na primeira etapa procuro introduzir a discussão utilizando, entre outros, autores como Duby e Foucault para desta forma focalizar melhor o assunto.

Na segunda parte discuto os novos caminhos traçados a partir da proposta inicial devido ao crescimento das fontes analisadas e das novas orientações. Logo, se no projeto de minha pesquisa havia colocado o tópico ‘situação da pesquisa’ junto com a introdução – já que partia de outras pesquisas feitas sobre o assunto- , agora é possível situá-la dentro de um contexto mais amplo.

Quanto as fontes destacarei o material que vem sendo utilizado ressaltando ainda os motivos por ter descartado ou acrescentado algum conjunto de fontes. Creio que a metodologia de análise, ou seja, a minha relação de historiador com os documentos, tenha ficado mais clara nesta fase da pesquisa.

Por fim vale destacar que nesta segunda etapa procurei definir melhor os percursos e objetivos a serem perseguidos, mas qualquer conclusão ainda é superficial ou até mesmo equivocada. Ao mesmo tempo penso que já seja possível levantar algumas hipóteses ,o que tento fazer ao longo da pesquisa.
 

I - Introdução

São José dos Campos está situada a 600 metros do nível do mar ,seu clima é mesotérmico ( temperaturas anuais médias de 15 e 20o C) e tem localização privilegiada, ficando a 490 km do Rio de Janeiro e quase eqüidistante à Capital, às praias do Litoral Norte e às montanhas de Campos de Jordão e cidades do sul de Minas Gerais, tudo num raio de aproximadamente 90 km [Toledo Cesco, p. 3].

Seguindo a tendência de medicalização dos espaços ,que vinha crescendo desde o séc. XVIII, na primeira metade do séc. XX tem início a Fase Sanatorial em São José. Este período marcará tanto a organização espacial quanto a social deste município com a introdução de novas profilaxias e meios de tratamento dos doentes tuberculosos.

Este período na cidade caracterizou-se por um grande fluxo migratório de tuberculosos ( vindos de cidades como São Paulo, Santos e Rio de Janeiro, esta última, capital federal na época) que se dirigiam para lá devido principalmente a crença que o afamado clima da cidade poderia proporcionar à cura da doença e que a tornaria conhecida como "Cidade Esperança". Esta crença era principalmente fundamentada em uma idéia muito difundida pela medicina do séc. XIX que acreditava nos efeitos terapêuticos do clima sobre algumas doenças.
 

Outra característica marcante deste período na cidade foi que a grande procura de doentes por amparo médico e assistência filantrópica levou ao surgimento de edificações hospitalares – oferecidas principalmente por organizações religiosas- conhecidas como sanatórios.

Vale destacar que os sanatórios estão dentro do "contexto da evolução das instituições hospitalares, no caso, dos estabelecimentos destinados ao isolamento de enfermos, consideradas as precursoras na introdução de novos sistemas de higiene, disciplina e controle social" [ Bittencourt, 1998, p.36].


Grupo de religiosas reúne-se em pátio interno de sanatório em
São José dos Campos (SP)

Sendo assim é imprescindível em qualquer análise deste assunto utilizarmos os estudos de Michel Foucault, já que eles nos oferecem " a identificação dos elementos que compunham o universo científico no qual se processou a evolução dos estabelecimentos hospitalares"[ Bittencourt, 1998, p.36].

De acordo com Foucault, no fim do séc. XVIII, mecanismos disciplinares como o controle, o registro e o isolamento do doente no espaço do hospital criam a medicalização dos espaços que podem ser entendidos como "o preço atribuído ao desejo de evitar que as doenças se propagassem" [ Foucault, 1979,p.107].
 


Quarto de sanatório em São José, apresentando já as
mudanças relativas a disciplina, controle e isolamento do doente
Neste contexto foram criados mecanismos disciplinares que serão utilizados como fatores terapêuticos. Assim o isolamento e a vigilância darão sentido ao sistema disciplinar que se encontra neste momento no interior das instituições hospitalares. Desta forma a intervenção médica sobre o meio e a disciplina dos espaços têm que dar ao hospital uma função terapêutica, tirando aquela visão que se tinha dele como um local terminal para o doente.

Este espaço onde o doente deve ser ‘tratado’ precisava a partir de agora também ser um local higiênico.

Um local que, principalmente no caso da tuberculose, irá se apoiar nos preceitos da higiene e da climatoterapia. Sendo assim a mudança do clima e a exposição do doente a uma região de ar puro, tendo a higiene – do local e do paciente- como a principal aliada, serão vistas como as formas de se ter os efeitos mais positivos no tratamento da tuberculose. Está assim consolidada a Instituição Sanatorial que será a partir de agora utilizada na tentativa de cura dos tuberculosos.

Vale ainda ressaltar que o tratamento da doença não esteve desvinculado da concepção adotada pelo governo brasileiro a respeito da saúde pública, ou seja, da política de saúde. Política que, no começo do séc. XX, tinha como principal finalidade enquadrar a saúde pública no projeto de modernização do Brasil adotado após a Proclamação da República.

Inicialmente a concepção que se tinha era de policiar as leis e regulamentos sanitários, mas a partir da década de 20 do século passado o ponto central foi colocado na educação sanitária. Com isso se procurava somar ao ‘policiamento sanitário’ o método de persuasão pela palavra da consciência nos indivíduos. Policiar e educar tornou-se o lema do período.

São Paulo viu, por exemplo, o surgimento de várias inspetorias que tinham como finalidades básicas fiscalizar o estado higiênicos dos diversos espaços que compunham a cidade ( a casa, a indústria, o hospital, etc. ) além de ‘ajudarem’ a população – principalmente os mais pobres- no processo de conscientização sanitária.

Esta forma de ver a educação como um método profilático eficaz levou a criação de métodos que educassem e criassem hábitos salutares na população devido a ‘falta’ de higiene desta. Com isso, como bem salienta Maria Alice, se procurava educar a quem tinha fome [ Rosa Ribeiro, 1993, p.259].

Vale ressaltar que o sucesso da gestão paulista da saúde pública do estado se deveu principalmente a ajuda da oligarquia local e de ações particulares ( na sua maioria religiosas) que "contribuíram com dinheiro para assegurar a eficiência das tarefas dos higienistas e fiscais sanitários" [Bittencourt, 1998, p.48].
 

II - Situação da Pesquisa
 

Tendo em mãos os prontuários médicos e o jornal de circulação interna " Os ‘oiois’ da coruja"- ambos provenientes da mesma instituição- já pude delimitar o espaço de minha pesquisa: o Sanatório Maria Imaculada.

Devido ao grande fluxo de doentes que chegavam a cidade e não tinham onde ficar, pois as pensões já estavam lotadas, o Sanatório foi inaugurado em 1933 para atender tal demanda. Desde então o Sanatório teve seus trabalhos hospitalares vinculados a Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada. 


Sanatório Maria Imaculada, em São José dos Campos (SP)

Desta forma ao lado da busca improvável da cura do corpo as Pequenas Missionárias procuram levar aos enfermos – provenientes principalmente de cidades paulistas e do Rio de Janeiro- o ‘consolo e a ‘paz’ das palavras de Cristo. A sede de evangelização dos enfermos seria então o motor que impulsionava o trabalho delas. " Diante de um mal desconhecido, o terror é imenso. O único recurso é o sobrenatural", bem lembra Duby [ Duby, 1995, p.80].

Figuras como a do médico do Sanatório Dr. Nelson D’Avila, Padre Rodolfo Komorek e principalmente de Madre Maria Tereza de Jesus Eucarístico- estes dois últimos em processo final de foram os maiores representantes do período na cidade. Esta última vindo de São Paulo para se tratar da tuberculose percebe que muito dos doentes estavam simplesmente sendo largados na cidade. Mesmo doente aluga uma casa e leva consigo algumas jovens. Embora pensasse na época em entrar para o Carmelo orientada pelo bispo Dom Epaminondas Nunes D’Avila da cidade de Taubaté – diocese a que então pertencia a paróquia joseense- coube a ela ser a fundadora da congregação das Pequenas Missionárias. Assim, segundo uma autora da região, foi dado a ela a oportunidade de ter "uma vida de intensa oração e de união com Deus, na humildade e na simplicidade, a se derramar em fecundo apostolado" [Toledo, p.23].

Através da leitura dos prontuários do sanatório e principalmente do jornal interno "Os ‘oios’ da coruja" emergiu, ou melhor, se revelou uma riqueza abundante para minha pesquisa. "Facetas inesperadas, dimensões novas, possibilidades quase ilimitadas de trabalho para a história social" [ Pereira Cunha, 1986, p.17] estavam se desenrolando diante de mim. Várias abordagens e questões poderiam ser trabalhadas, sendo essencial a ajuda da Profa Rosa ao dar ‘dicas’ no processo de delimitação e clarificação do meu objeto de pesquisa.

Como ponto de partida comecei a observar os relatos sobre o cotidiano do espaço sanatorial para a partir disso reconstruí-lo. A leitura dos livros "O espelho do mundo: Juqueri a história de um asilo" de Maria Clementina e o conjunto de entrevistas de Foucault no livro "Microfísica do poder" ajudaram no trabalho –parcialmente realizado- de percepção do micro-cosmo construído no sanatório sem esquecer de observá-lo no contexto mais amplo das mudanças de sua época.

Uma visão de mundo totalmente espiritualizada dentro do espaço sanatorial é facilmente notada já na primeira leitura do jornal. Como bom exemplo disso temos as principais virtudes de um doente sendo destacadas a todo momento através de mensagens: " Pronunciando o nome de Jesus podeis pedir resignação", ou ainda ao relatar os infortúnios que o menino Jesus teve que passar " com perfeita conformidade à vontade do pai celeste". Às virtudes da conformidade e resignação somam-se outras como o amor (á Deus e ao próximo), a fé e paciência, sendo elas divulgadas a todo instante:

"Mais um dia na vida se passou...mais um dia..." É essa a frase predileta da Jati. Colega tenha fé e paciência, pois quem espera sempre alcança" ( "Os ‘oios’ da coruja", novembro de 1943).
 


Esta foto de época retrata o trabalho de saúde e
evangelização da Congregação das Pequenas Missionárias
de Maria Imaculada
Conformidade, resignação, amor, fé é paciência eram então colocadas como o sustentáculo espiritual que ajudavam a suportar o peso das dores trazidas pelo bacilo de Koch e pelos familiares que muitas vezes abandonavam os enfermos.

Como nenhuma vacina que derrotasse o bacilo era obtida as pequenas missionárias tentavam curar, ou pelo menos remediar, a dor da solidão. A todo momento organizavam-se festas, batizados de um filho de uma personalidade da comunidade sanatorial ou até aulas de piano. Essas comemorações ajudavam não só a esquecer a doença como também propiciavam a interação da comunidade.

Além disso as festas serviam para celebrar as qualidades daqueles que ajudavam na luta diária pela vida dos doentes. Por exemplo celebração do onomástico de uma das irmãs:

"... aqui no sanatório também é um dia festivo, pois celebramos com todo o carinho o onomástico da Ir. Cecília.

Nesse dia os nossos corações se voltam amorosamente para a nossa bondosa enfermeira... ( que) pelo seu coração generoso e compassivo e sua dedicação sem limites, tem se mostrado uma verdadeira mãizinha" ( ídem).

Outra questão que decidi trabalhar com a Profa Rosa foi a questão do medo. Segundo alguns relatos de pessoas que passaram de trem por São José dos Campos na época evitava-se "tomar o cafezinho ou beber água nos copos da estação". Outros lembram do apedrejamento de religiosos que ajudavam as prostitutas, freqüentemente acometidas pela doença. Da mesma forma que o fogo do mal dos ardentes no ano 1000 d.C , a peste branca ( como era popularmente conhecida a tuberculose) no início do séc. XX também não tinha cura conhecida, logo ,como anteriormente, o medo espalhou-se mais rápido que a doença.

Se as cidades da Idade Média isolaram-se " proibindo a entrada ao suspeito de trazer o mal" [ Duby, 1995, p. 79] a arquitetura joseense da época recuou a entrada das casas ( que davam direto para a rua) ao colocar um pequeno jardim a frente da entrada formando assim uma fachada. Com isso o suspeito de trazer o mal ( doença) via-se agora mais isolado, afastado, do ‘outro-são’.

Vários pontos pontos vêm sendo levantados em discussões que tive com as Profas Dras Maria Angélica C. Borges e Rosa Kulcsar sobre o que poderia destacar na parte final de minha pesquisa. Destaco a seguir alguns destes pontos e as respectivas questões que ser postas em discussão:

1o ) Traçar uma comparação maior entre a peste medieval e a peste branca. Vale lembrar que este paralelo só pode ser legítimo quando observarmos não só a analogia entre as duas épocas mas as diferenças, ou melhor, as variações pois são elas que nos levam a indagar, a questionar. Quais as funções das entidades religiosas e como os doentes viam a doença nos dois períodos, seriam perguntas importantes a serem melhor esclarecidas aqui;

2o ) A origem social das pequenas missionárias e dos sacerdotes – que trabalharam em São José dos Campos- obviamente denotam alguma visão de mundo. Quem eram eles? De onde vieram? Para onde queriam conduzir os fiéis com a sua religiosidade? Vale ressaltar que muitos religiosos na época vieram a São José dos Campos em busca da sua própria cura, sendo este os casos do Padre Rodolfo Komarec e da Madre Teresa cujos processos de canonização estão atualmente em curso.

O objetivo de minha pesquisa até o momento é apenas colocar questões para que futuramente a busca por suas respostas permita ajudar em um estudo mais aprofundado. Acredito que visão da fase sanatorial em São José dos Campos será melhor compreendida quando respondida algumas dessas questões. Este período , destaco uma vez mais, se desvelou para mim riquíssimo para o entendimento da história social, ou melhor, da história de meu povo.
 

III - Fontes

A seguir faço um relato dos principais arquivos e fontes que estão auxiliando a construção da minha pesquisa. Antes gostaria de deixar claro que uma descrição e sondagem mais ampla das fontes foi algumas vezes dificultada devido ao estado deteriorado de parte do material. Ressalto porém que as Pequenas Missionárias fazem grandes esforços para sanar o problema seja seguindo a orientação de especialistas ou participando de cursinhos de técnicas de conservação. Tanto o descaso do município como a falta de valorização do patrimônio público infelizmente contribuem cada vez mais para a alienação do homem ao não lhe fornecer material para responder aquelas questões que Duby ressalta em seu livro ‘ Ano 1000 ano 2000: na pista de nossos medos’: "Por que e em que mudamos? E em que o passado pode dar-nos confiança?

  1. Arquivo Municipal de São José dos Campos : possui as plantas dos sanatórios da cidade;
  2. Museu da Saúde Pública Emílio Ribas : contêm propagandas do começo do séc. XX alertando sobre o perigo do contágio da tuberculose.
  3. Arquivo do Hospital Geriátrico Vicentina Aranha: possui as plantas do antigo sanatório e os instrumentos usados pelos médicos no tratamento dos pacientes. Incrivelmente todos os prontuários dos doentes simplesmente desapareceram;
  4. Arquivo do Sanatório Maria Imaculada: possui os prontuários que relatam aspectos importantes dos enfermos: origem, estado civil, causa da internação, se poderiam ou não pagar a estadia, etc. O receituário médico, as dietas alimentares e os óbitos também estão presentes. Fotos e fitas de vídeo relatam também momentos da vida sanatorial.
De todos os documentos o mais importante tem sido o jornal de circulação interno " Os ‘oios’ da coruja" com sua primeira edição saindo em 1935. Foi-lhe dado este nome devido ao fato dos doentes não dormirem de noite ficando acordados como coruja. O caráter jocoso do jornal também está presente ao se destacar que o Dr. Kok como diretor e Micuim Cia. ( nome popular do bacilo de Kok) como redator fazem parte da diretoria do jornal.

Este periódico, muitas vezes escrito a mão, servia como um meio de divulgação do cotidiano do sanatório – festas e batizados- além de um veículo de evangelização dos enfermos como foi anteriormente analisado.
 
 

IV - Bibliografia

  1. Barros Barreto, J., A organização da saúde pública no Brasil. Arq. Hig., Rio de Janeiro, v. 12, n.2, p.169-215, 1942.
  2. Bertolli Filho, C., História da saúde pública no Brasil. São Paulo: Ática, 1996.
  3. Bittencourt, tania M.M., Arquitetura Sanatorial – São José dos Campos. Unidades Gráficas e Editora Ltda, 1998.
  4. Bondesan, A , São José em Quatro Tempos. 1ed. São Paulo: Betivegna, 1967.
  5. Burke, P. ( organizador), A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo. Tradução de Magda Lopes, Ed. Unesp, 1992.
  6. ________., A escola dos Annales ( 1929- 1989): a revolução francesa da historiografia. São Paulo. Tradução de Nilo Odalia, Ed. Unesp, 1990.
  7. Cesco, Nelly de Toledo., São José dos Campos: uma visão sanatorial. 1 ed. São José dos Campos: Fundação Cultural Cassiano Ricardo, 1992.
  8. ___________________., Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico: um modelo de vida
  9. Costa, L., Arquitetura Brasileira. Rio de Janeiro: Editora do Ministério da educação e da saúde, 1943.
  10. Costa, N.R., Lutas urbanas e controle sanitário. Rio de Janeiro: Vozes, 1985.
  11. Duby, G., Ano 1000 ano 2000: na pista de nossos medos. São Paulo. Tradução de Eugênio Michel da Silva e Maria Regina Lucena Borges Osório, Ed. Unesp, 1998.
  12. Fonseca, O., São José dos Campos de Omar Fonseca. São José dos Campos: FVE, 1989.
  13. Foucault, M., Microfísica do poder. Organização, introdução e tradução de Roberto Machado. 6ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.
  14. Lyda, M., Cem anos de Saúde Pública: a cidadania negada. Ed. Unesp, 1993.
  15. Miquelin, L.C., Anatomia dos edifícios hospitalares. São paulo: Cedas, 1992.
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  17. Rosa Ribeiro, Maria Alice., História sem fim...inventário da Saúde Pública. Ed. Unesp, 1993
  18. Maria Clementina, O espelho do mundo: Juqueri a história de um asilo.