USP, FFLCH e O ESTADO DE S. PAULO

Gabriel Passetti
passetti@klepsidra.net
Quarto Ano - História/USP
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Introdução

O leitor de Klepsidra notará ao ler este texto que ele é a continuação de outro, A greve estudantil da FFLCH-USP e sua cobertura pelo Estadão, publicado nesta revista em sua edição de número 12 na sessão "História do Tempo Presente". Aquela versão preliminar, escrita no calor dos acontecimentos do final da greve, foi revista e ampliada após diversas leituras. O produto final foi um trabalho de conclusão do curso de História das Idéias ministrado pela Profa. Maria Lígia Coelho Prado.

O texto completo deste trabalho é agora publicado em Klepsidra, tanto por seu conteúdo quanto como resposta à versão preliminar apresentada a nossos leitores dois meses atrás.

O autor.



Este trabalho surge como resultado final das aulas expositivas e leituras sobre a Educação na América Latina no curso de História das Idéias. Porém, cinco meses atrás, no começo do curso, era imprevisível como seus debates se tornariam tão intensos e acalorados. No meio do curso, surgiu uma greve estudantil na Faculdade, cuja principal reivindicação era a ampliação do corpo docente, atualmente extremamente defasado.

Situação que a USP não vivia desde a época da ditadura militar, a Greve Estudantil da FFLCH foi um momento em que, de uma forma ou de outra, as discussões se polarizaram entre os grupos de estudantes e também entre os professores durante os três meses de duração.


As aulas pararam, a FFLCH parou suas atividades
de aula. Como o Estadão reagiu a isso? O que pensa
sobre Educação e Universidades no Brasil?

No curso de História das Idéias não poderia ter sido diferente. Tendo como tema justamente a Educação e as Universidades na América Latina, a disciplina foi enriquecida pela vivência grevista de seus alunos, que passaram a discutir com ainda mais paixão temas como a criação da USP, os agitados anos de 1968, a greve estudantil na UNAM e o desmonte da Universidade Pública no Brasil.

Tendo estudantes a favor e contra a greve em seu corpo discente, a aula caminhou muitas vezes para uma discussão - indireta - sobre os assuntos tão longamente discutidos durante as Assembléias, Plenárias e Atos do Movimento Grevista.

A greve funcionou como um imperdível estágio de vida e pesquisa para quem quis, e soube, aproveitá-la e é impossível desvincular as discussões em sala das discussões durante a greve. Desta troca, surgiu este trabalho.

Originalmente pensado como uma discussão acerca das visões de O Estado de S. Paulo sobre as Universidades e a Educação, após a greve o trabalho enriqueceu-se e expandiu seus limites, indo ao movimento pela fundação da USP em 1934 e também às reformas de 1968 e dos anos 90, para chegar finalmente à greve de 2002.

A fonte documental da pesquisa é o arquivo eletrônico que o jornal O Estado de S. Paulo mantém em seu site na internet. Este, foi lido diariamente e todos os artigos, notas e editoriais que abordaram a Greve e o Vestibular da Fuvest estão nos anexos. Junto, encontram-se também editoriais sobre outras discussões importantes sobre a Educação Superior Brasileira, como a Reunião da SBPC e as manifestações na Unesp em agosto deste ano.

Uma versão preliminar deste texto foi publicada na forma eletrônica por Klepsidra - Revista Virtual de História (www.klepsidra.net) no final de agosto.


Continuação: O jornal como fonte documental