www.klepsidra.net

O Estado de Deus:

Pensamentos Sobre um País Hipotético


Danilo José Figueiredo
danilo@klepsidra.net
Bacharel em História / USP
download - estadodedeus.rtf - 178KB


Introdução
Fundação
Primeiras Guerras
Decisão Greco-Romana
Marcha dos Judeus
Encontro dos Nativos
Reino Judeu
Chegada dos Árabes
Advento Viking
Sociedade e Religião
Chegada dos Orientais
Guerra Edêmica e
Crises Geopolíticas

Hegemonia Saxetana e
suas conseqüências

Fim do Éden



         Discuta este texto no nosso Fórum de Discussões:

 



         Introdução:

 

         Este é meu terceiro trabalho para a sessão História do Tempo Presente, os anteriores foram “Milosevic: Um Certo Ponto de Vista” e “Infanticídio, Parricídio e Joseane: A História da Revisão de Conceitos”. O primeiro texto foi estruturado de forma monográfica, com um breve histórico da Iugoslávia e, em seguida, o desenvolvimento do tema propriamente dito. Já o segundo, publicado na edição passada, estendeu-se por muito mais páginas e foi uma espécie de jogo com o leitor para, no final, deixa-lo livre para rever (ou não) seus conceitos. Uma inovação nesta sessão!


Neste texto, mais uma vez inovarei e, sendo assim, corro um tremendo risco de cair em obviedades e mesmo de receber críticas (fundadas e infundadas), mas aceitarei o risco... Já estou me acostumando!


        
Na última reunião do conselho editorial da revista, me comprometi a escrever um texto sobre a crise entre EUA e Iraque, ou, mais precisamente, entre os EUA e a ONU. Desde então, tenho pensado em algo que não fosse repetitivo, visto que a maioria dos meios de comunicação do mundo está atualmente voltada para esta questão e, sendo assim, muita coisa já foi dita e escrita a esse respeito, o que tornaria a tarefa de escrever esta sessão muito mais trabalhosa.


        
Pensei bastante e, depois de ler textos de gente importante como Sérgio Abranches, Roberto Pompeu de Toledo e Luís Felipe de Alencastro, além de assistir a vários noticiários na TV, me lembrei de um documentário produzido pela rede de televisão por assinatura Globo News. Este documentário tratava da Babilônia, a antiga e até certo ponto mitológica cidade do antigo “Crescente Fértil”, suposto berço da civilização. No referido documentário, o renomado professor da UFF, Ciro Flamarion Cardoso, aparecia e falava das maravilhas daquele povo que habitou a região onde hoje se localiza o Iraque de Saddam Hussein, mas, em certo momento, percebi que o enfoque do documentário mudara para o Iraque atual. Não se falava mais das façanhas de Hamurábi ou das glórias de Nabucodonosor, nem tão pouco das conquistas Assírias, mas dos dias de hoje. Percebi isso (desculpem a minha lerdeza, mas o documentário passou às 6:00 da manhã e, por isso, obviamente, eu estava com sono) quando Ciro Flamarion veio à cena falar sobre o Islamismo, inclusive citando poemas de paz de Omar Khayan. Me toquei... Que idéia genial! Falar da guerra iminente sem falar da guerra iminente. Mas, depois de uns dias, deixei de lado o assunto.


        
Pois bem, passada a reunião do conselho editorial, estava eu em meu dilema sobre o que e, principalmente como, escrever quando (há poucos minutos, confesso) me ocorreu este documentário e, dessa forma, minhas idéias se clarearam.


        
Talvez o que eu venha a fazer pareça uma loucura, mas, à partir de agora, não citarei mais o conflito, apenas narrarei meu pequeno romance. Espero que gostem.



Continuação