ANO VI

Janeiro - Março 2006
ISSN 1677-8944
Nº 27




   Em sua 27ª edição, Klepsidra apresenta uma edição equilibrada, com artigos que enfocam períodos, temáticas e teorias bastante distintas. Desde a discussão sobre gênero em Roma até os meandros da economia portuguesa no período pombalino, procuramos reunir um conjunto de textos que apresentem ao nosso público leitor - estudantes dos mais variados níveis escolares e cursos, professores e pesquisadores - uma ampla gama do que se produz atualmente em História.

    Nesta edição, sentimo-nos especialmente felizes por poder ampliar a gama de colaboradores, instituições e regiões que ajudam com a revista, pois publicamos artigos recebidos tanto de Portugal quanto do eixo Rio-São Paulo, mas também da Paraíba, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.

    Nunca cansamos de repetir um dos motes principais desta revista, que é o de permitir a publicação de pesquisas restritas aos círculos acadêmicos e permitir um maior contato entre o pesquisador, o estudante, o professor e o amante da História. Esperamos ter conseguido alcançar este objetivo.
  
    Boa leitura!

Equipe de Klepsidra

 



 Em A imagem da mulher feiticeira como expressão da diferença de gênero em Roma: os poemas de Horácio e Ovídio, Semíramis Corsi Silva parte da literatura dos famosos poetas romanos para identificar as funções sócio-culturais da magia e da feitiçaria na transição entre a República e o Império Romano. A autora mostra como estes poemas, escritos e lidos por homens romanos, foram elaborados como formas de veiculação moral de valores estabelecidos sobre a condição feminina para os próprios homens, destacando a construção de uma identidade masculina viril, racional e guerreira em oposição à imagem da natureza supostamente descontrolada das mulheres.





  Francis Albert Cotta, em seu artigo Milícias negras na América Portuguesa: defesa territorial, manutenção da ordem e mobilidade social apresenta o surgimento e o crescimento da importância da participação militar de negros e mulatos nas guerras travadas por Portugal no mundo atlântico para depois de debruçar na atuação das milícias negras na região das Minas Gerais. O autor mostra como as parcelas menos favorecidas da população se inseriam nos corpos militares objetivando a ascensão social ou a resistência ao escravismo reinante, bem como as próprias estratégias militares do período foram transformadas pelas experiências prévias dos novos soldados africanos.






  O movimento político que derrubou a República Velha e instalou Getúlio Vargas no poder poucas vezes é analisado dentro da perspectiva dos Estados envolvidos direta e indiretamente na disputa. A Paraíba, especificamente, entrou para os livros didáticos em decorrência do assassinato de João Pessoa, mas muito mais se passou naquele Estado. Em A política historiográfica paraibana - 1930/1945: seqüência ou rompimento?, Luciano B. Agra Filho faz um estudo aprofundado sobre as ações, reações e adaptações das oligarquias paraibanas durante o período do primeiro governo de Getúlio Vargas, procurando identificar seus projetos políticos e estratégias para a manutenção do poder e da ordem social.






  Um conflito armado entre idealistas defensores dos negros do Norte e abomináveis escravocratas do Sul? A Guerra de Secessão
foi um movimento muito mais amplo e complexo do que se costuma afirmar e suas motivações estiveram mais centradas em uma disputa econômica entre elites regionais e em uma luta por poder político, do que em uma questão sobre a abolição ou não da escravidão negra nos Estados Unidos. 
  




  Entre os vários projetos para a modernização de Portugal levados a cabo pelo Marquês de Pombal, um dos mais peculiares foi o da criação da Companhia Geral da Agricultura e dos Vinhos do Alto Douro, foco principal do artigo A Companhia das Vinhas do Alto Douro - antecedentes, ação e conseqüências de uma ação da Economia Política Pombalina
, de Paulo Reis Mourão, Professor do Departamento de Economia da Universidade do Minho, Portugal. Neste, analisa-se a criação da companhia dentro do contexto econômico regional, nacional e internacional do período, seus defensores e detratores, formas de atuação, decadência e reflexos para o presente.
  




 
A partir das especificidades das vidas e do conturbado momento histórico em que viveram Thomas Hobbes e John Locke, Camila Rodrigues procura compreender como se deram os embates e como transcorreu as transformações no Estado de Natureza - do conceito de Hobbes ao de Locke: um debate de idéias.
  




  Em Alice na crise dos "ismos" - um diálogo histórico-literário, Alex da Silva Martire parte da famosa personagem criada pelo inglês Charles Lutwidge Dodgson (mais conhecido como Lewis Carroll) para discutir a chamada "crise dos paradigmas" da Teoria da História.
O questionamento da própria identidade e a busca de uma verdade preocupam os teóricos. A hermenêutica contemporânea associada à teoria da narratividade vem tentando dar uma resposta à charada. Se tudo é fabricado, há interferências nas concepções que a História tem; e se todo o tipo de linguagem é uma abstração, logo o mundo é visto através da abstração, e com o mundo visto através de abstrações é que o historiador constrói o passado. Abstrações, (re)construções de imagens, linguagem, é justamente com essas características que a Alice no País das Maravilhas trabalha. 


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